0 Minhas Coisas e Outras Poesias - UOL Blog

 

O mapa do amor

Neurocientista explica a mente apaixonada a partir de estudos de imagens do cérebro

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

No recém-lançado "Sobre Neurônios, Cérebros e Pessoas" (Atheneu), o médico e neurocientista carioca Roberto Lent, 62, fala sobre descobertas da neurociência em uma língua que todo mundo entende. Nesta entrevista à Folha, ele explica como a desativação de certas partes do cérebro comprovam que o amor é cego e o ser apaixonado, louco.

 


Folha - O que é o amor do ponto de vista da neurociência?
Roberto Lent -
É uma invasão de dopamina que ativa os centros de recompensa do cérebro e produz prazer.

Então age como uma droga?
O mecanismo [no cérebro] é parecido, mas não é igual.

Qual a diferença?
Para cada tipo de prazer, as reações corporais e mentais são diferentes em quantidade e em qualidade.

Quais são as reações ativadas pelo amor?
Do arrepio ao orgasmo, passando pelos intermediários. Você pode corar, suar, ofegar, o coração bate mais rápido. E você exerce os comportamentos de cortejar, se exibe para a pessoa amada.

Essas reações também acontecem quando você está com medo. Significa que ativamos os mesmos circuitos do amor?
Não sabemos com precisão, mas, como são muitas combinações [de circuitos cerebrais], um certo arranjo significa amor, outro medo.
Segundo o pesquisador português Antônio Damásio, cada emoção tem uma combinação do que ele chama de marcadores somáticos. Quando você tem de novo a exata combinação, produz o mesmo sentimento. No caso do amor, fica marcada em seu cérebro uma combinação de circuitos e reações que é ativada quando você encontra a pessoa amada, vê uma foto dela ou apenas pensa nela.

É possível saber qual é essa combinação do amor?
Com estudos usando ressonância magnética funcional, que mostra imagens do cérebro em atividade, conseguimos fazer uma espécie de mapa de regiões que são ativadas em situações relacionadas ao amor.

Qual é o mapa da mina?
As principais regiões ativadas são a ínsula e o núcleo acumbente. Mas a grande descoberta foi que, ao mesmo tempo em que há ativação dessas regiões, outras áreas são desativadas no lobo frontal do cérebro.
As regiões frontais são associadas ao raciocínio, à busca das ações mais adequadas. Desativar essas regiões significa perder o controle. Na paixão, a pessoa deixa de levar em conta certas contingências sociais e faz coisas meio malucas. A expressão "o amor é cego" reflete a percepção dessa desativação do lobo frontal descoberta pela ciência.

As condições culturais podem modificar esses circuitos?
Não creio. Os circuitos são os mesmos, mas as regras mudam. Mas não temos resposta para isso.

Há diferença entre os circuitos do amor e do desejo sexual?
Cada pergunta difícil que você faz... Existe uma sobreposição entre o mapa cerebral da paixão e o do sexo. Mas, como nossa experiência diz que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, certamente existem diferenças entre esses dois mapas.

Somos programados para amar?
Sem dúvida. Animais são programados para reproduzir, mas não podemos dizer que se amam. No nosso caso, há um ingrediente a mais, que é a experiência subjetiva. A função do amor é aproximar pessoas, inclusive aproximações improváveis: como o amor é cego, você pode amar pessoas que normalmente são rejeitadas por outros. Sempre haverá um certo alguém para outro alguém. Sim, significa que mais pessoas vão se juntar. Já pensou se só se aproximassem entre si pessoas loiras de olhos azuis? Seria desfavorável e desagradável para a espécie.


 

 


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 05h58 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]




 

Chá do Santo Daime faz imagem mental se igualar às reais

Efeito da bebida sobre o cérebro é tão forte quanto o de observar uma cena verdadeira, afirma nova pesquisa

Voluntários que usam a droga rotineiramente passaram por exame de ressonância magnética; uso religioso é permitido

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA

Não é de admirar que os usuários da ayahuasca, chá empregado por grupos religiosos como o Santo Daime, afirmem ter visões. Um novo estudo indica que, no cérebro, a bebida provoca efeitos tão vívidos quanto os de uma imagem externa real.
A pesquisa, já aceita para publicação na revista científica "Human Brain Mapping", foi coordenada por Draulio Barros de Araujo e Sidarta Ribeiro, do recém-criado Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
"Ao aumentar a intensidade de imagens recordadas, fazendo com que atinjam um nível idêntico ao de uma imagem natural, é como se a ayahuasca emprestasse um status de realidade a experiências internas", escrevem.
O fenômeno é resultado do peculiar coquetel bioquímico presente no chá. Para começar, ele é derivado da mistura de duas plantas bem diferentes, o arbusto Psychotria viridis e o cipó Banisteriopis caapi. É a combinação de substâncias nas plantas que leva ao efeito sobre a mente e cria as chamadas "mirações" (visões rituais).
No cérebro, a mistura atua sobre um subgrupo de neurotransmissores, os mensageiros químicos do órgão. A ação desses neurotransmissores fica mais forte e, ao mesmo tempo, menos deles são retirados de circulação depois de certo tempo, o que potencializa ainda mais os seus efeitos sobre o cérebro.

EXAMINADOS
Os pesquisadores da UFRN observaram o resultado disso tudo analisando a atividade cerebral de dez pessoas que usam a ayahuasca com frequência (metade homens e metade mulheres, com idades entre 24 anos e 48 anos).
No aperto do aparelho de ressonância magnética, onde a análise aconteceu, os voluntários tinham, primeiro, de observar imagens normais, de pessoas, animais ou árvores, sem estar sobre o efeito da droga.
Depois, cada um tomou entre 120 ml e 200 ml (um pouco menos que uma latinha de refrigerante) da bebida. Os cientistas esperaram 40 minutos (tempo considerado apropriado para o que o chá faça efeito) e pediram que as pessoas fechassem os olhos e tentassem gerar mentalmente a mesma imagem que tinham visto antes.
Em parte, o resultado foi o equivalente ao que diz o título do artigo científico da equipe: "Seeing with the eyes shut" (ou seja, vendo com os olhos fechados).
A intensidade desse processo do cérebro, bem como certas áreas ativadas nele, foram equivalentes ao que acontece numa experiência visual de verdade ""um "olho da mente" extremamente ativo, por assim dizer.
Há, no entanto, diferenças. Talvez a mais importante dela tenha a ver com a mudança da rede de interações entre as várias partes do cérebro quando a droga é consumida, o que explica sua ação alteradora da consciência.
No Brasil, o uso da droga é legalizado em contextos religiosos, como os do Santo Daime e da União do Vegetal. Há efeitos colaterais potentes ligados ao uso, como fortes vômitos e diarreia. Também há aumento da pressão arterial.


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 06h14 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]




 

O CÃO

 

 

Vagando nas ruas sem rumo

Quando te vejo perco o prumo

Procurando alimento

Ou talvez um amigo

Um dono pra te afagar

 

Na tua cama macia

Dormes um sono tranqüilo

Água e comida servidas em teu prato

Brincadeiras

E carinho a qualquer hora

 

Dois extremos de cão

Que se aproximam

De dois extremos de gente

 

Alma Collins


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 06h36 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]





Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 09h20 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]




A importância da criatividade para os laços afetivos

De acordo com uma pesquisa feita por psicólogos evolucionistas e publicada no periódico International Journal of Tourism Anthropology, a criatividade humana pode não ser apenas um fator positivo no processo de seleção natural de parceiros, mas também ajuda a melhorar os laços afetivos com os filhos e serve de meio de transmissão de conhecimento cultural e tradições.

Geoffrey Miller, pesquisador da Universidade do Novo México, nos EUA, sugere que, inicialmente, a criatividade humana – ou seja, a capacidade de construir enredos e histórias, conseguir articular de forma humorada ou fantasiosa o próprio discurso e ter capacidades musicais ou artísticas, por exemplo – faz parte de uma série de estratégias usadas para cortejar o parceiro.

Mas um novo estudo feito Craig Palmer, da Universidade do Missouri, e Katryn Coe, da Universidade do Arizona, adiciona novas interpretações a essa hipótese. Para os pesquisadores, a criatividade não serve somente como estratégia para fazer a corte, como também indica o potencial que um indivíduo tem de transmitir valores culturais e criar laços com os seus descendentes.

Palmer e Coe usam os parques de diversões como exemplo, um local onde pais e filhos podem compartilhar influências culturais – na forma de fantasias e brincadeiras – e onde a criatividade (ou seja, saber lidar com essas fantasias sem deixar de lado a realidade da situação) serve de base para que pais e filhos dialoguem entre si.

“A criatividade sobreviveu à seleção natural, entre outros motivos, pelo fato de possibilitar que os pais consigam lidar de forma hábil para construir laços afetivos com seus filhos e transmitir ideias e conceitos. Uma tradição pode sobreviver a várias gerações e a criatividade é a base para que elas perdurem – transformando histórias em músicas ou outras formas criativas de expressão, por exemplo. Essa é uma herança biológica que não pode deixar de ser passada adiante também e a natureza criou várias estratégias para que a criatividade perdure”, completam.


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 06h13 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]




Cientistas examinam se a seleção sexual postulada por Darwin rege a evolução

Javier Sampedro
El País 

A escolha de um parceiro não depende apenas das preferências de um indivíduo. Talvez seu tipo ideal esteja fora do catálogo, ou seja tão escasso que nunca o encontre. Talvez não tenha procurado o suficiente ou tenha procurado mal. Talvez o encontre, mas ele está com outra pessoa. Talvez ele não goste de você.

O primeiro experimento que aborda diretamente esta questão acaba de fornecer alguns resultados inesperados. Os traços desejados e os reais não coincidem nem para as mulheres nem para os homens, embora de formas distintas. Os homens preferem mulheres mais magras do que as que têm. As mulheres podem preferir homens mais magros ou mais gordos.

Apesar de tudo isso, os homens tendem a conseguir o que querem, ou a se aproximarem o máximo possível disso. Por exemplo, aqueles que preferem mulheres muito magras estão com parceiras mais magras que a média. Uma conclusão geral é que os traços que costumam ser considerados primordiais para a atração têm pouca influência na hora de encontrar um parceiro na vida real.

Alexandre Courtiol e seus colegas das universidades de Montpellier e Paul Sabatier mediram as preferências das pessoas em termos de altura e massa corporal, e as compararam com os traços do parceiro real. Estes parâmetros simples abrangem quase toda a variedade de formas do corpo humano.

Os voluntários – 116 casais heterossexuais de Montpellier, França – não expressaram sua preferências de forma verbal, mas sim desenhando a silhueta diretamente no computador, com um programa especial. Também tiveram que desenhar seu próprio corpo, para servir como controle. Os pesquisadores procuraram excluir os fatores de variabilidade genética, não só por restringirem-se a Montpellier: por exemplo, deixaram de fora do experimento 20 casais porque um de seus membros tinha pelo menos um avô que não descendia de europeus. Todo o processo aconteceu de forma anônima, inclusive para os parceiros (e principalmente para estes).

O índice de massa corporal (IMC) consiste no peso dividido pelo quadrado da altura. É uma fórmula curiosa porque, assim como a forma, o peso de um corpo não aumenta de acordo com o quadrado da altura, mas sim com o cubo. Mas uma pessoa alta não é uma mera versão ampliada de uma pessoa baixa – costuma ter uma estrutura óssea mais simples – e usar o quadrado em vez do cubo corrige em parte essa complicação.

Para os adultos, um índice menor de 18,5 é sinal de magreza excessiva, e com frequência de anorexia. Desse valor até 25 o índice indica um corpo em forma; até 30, acima do peso; e mais de 30, a obesidade.

O homem ideal médio das mulheres é variável: mede 1,78 metro (mas vai de 1,60 a 1,90); e pesa 75 quilos (algumas se conformam com 52 e outras chegam até os 109). Mas nem sequer a mulher que gosta muito de homens magros ultrapassa o limite oficial do tolerável: ela busca um índice de massa corporal de 19 (acima dos 18,5 que marca o limite da anorexia). Entretanto, quando uma mulher diz que gosta de gordos, não para na fronteira do sobrepeso (15) nem da obesidade (30): prefere um índice de 34, ou seja, um obeso com tudo o que é de direito.

Os homens permitem que a mulher de seus sonhos tenha um máximo de 1,76 metro de altura, e há os que preferem as de 1,56. A média da preferência masculina está no puro limite da anorexia (18,4), e há homens que apostam no 16. Cabe lembrar que a passarela Cibeles, em Madri, veta as modelos com um índice inferior a 18. No outro extremo, diferente do que ocorre com as mulheres, o homem que mais gosta de curvas não ultrapassa o índice de 27.

Pode-se dizer: todo mundo está longe de seu ideal, mas só as mulheres estão distantes de uma maneira imprevisível. Isso é correto? O que significa?

De fato, é correto no que diz respeito às preferências para o índice de massa corporal”, respondeu numa entrevista por e-mail o autor principal do trabalho, Alexandre Courtiol, do Instituto de Ciências da Evolução da Universidade de Montpellier. “Por outro lado, as preferências de altura são muito imprevisíveis para todos.”

Até para o IMC ideal expresso pelos homens, enfatiza Courtiol, “e por mais que haja uma forte tendência para preferir um IMC mais baixo do que suas companheiras reais têm, não podemos prever com exatidão o IMC que um determinado homem prefere. Sempre há variação entre indivíduos, como em qualquer sistema biológico.”

Isso significa que, em média, se compararmos o que um homem quer com o que ele tem em termos de massa corporal, descobriremos que sua companheira é mais gorda que o seu ideal; enquanto que isso não vale para as mulheres: elas tendem a preferir homens mais gordos ou mais magros que seus parceiros reais”.

Essa variação, de fato, era o principal objeto de interesse dos cientistas franceses quando abordaram o estudo. “Essa variedade é importante”, explica Courtiol, “uma vez que, se existir alguma base genética, ela pode ser a matéria-prima para que a seleção natural e a seleção sexual operem”. Os dois grandes motores da evolução previstos por Darwin.

A seleção natural é uma ideia simples: todo ser vivo tem uma grande capacidade de reprodução – produz cópias de si mesmos com leves variações -, mas num mundo de recursos escassos só algumas cópias sobrevivem o bastante para se reproduzirem: aquelas com variações mais vantajosas nesse entorno particular.

Se as condições do entorno se mantêm durante centenas de gerações, as variações vantajosas colonizam toda a população. Visto de fora, a espécie terá evoluído para uma forma melhor adaptada a esse entorno.

Mas Darwin se deu conta de que os chifres do antílope e a cauda do pavão não podiam ter evoluído por seleção natural – ambos são difíceis de produzir, inconvenientes e aparentemente inúteis -, e postulou um segundo mecanismo para explicar esse tipo de ostentação: a seleção sexual.

A teoria sustenta que há traços (adornos, cores chamativas, tamanhos chocantes) que garantem a seu portador um grande sucesso com o sexo oposto. A potência desse motor evolutivo nesses casos é superior à da seleção natural, que tende a eliminar esses traços tão vistosos para os predadores. Como mecanismo evolutivo, ter sucesso é mais rápido que passar despercebido.

Tanto os chifres do antílope como a cauda do pavão são produto da seleção sexual, ainda que de modos distintos. Os chifres servem para o macho brigar com outros machos pelas fêmeas. A cauda serve diretamente para atrair as fêmeas. Foram as preferências sexuais das fêmeas do pavão que impulsionaram a evolução da cauda dos pavões machos.

Uma hipótese para explicar nossas preferências sexuais – ou até mesmo nossas tendências estéticas – é que a beleza é um indicador de saúde. Um rosto simétrico, por exemplo, seria o resultado final de um processo de desenvolvimento adequado. Isso explicaria a preferência humana pela simetria. Mas Courtiol não acredita que esta ideia explique os novos dados.

Determinar se traços atraentes representam ou não sinais de qualidade é uma questão difícil”, diz o cientista. “Darwin e Wallace [Alfred Russell Wallace, que também descobriu a evolução por seleção natural] já discordavam sobre a questão, e a controvérsia não cessou. Os psicólogos evolutivos tendem a ignorar esses problemas, infelizmente, e propagaram a ideia de que a atratividade é a característica externa dos bons reprodutores”. Por exemplo, se “As Três Graças” de Rubens representavam o cânone de beleza do século 17, a atratividade nesta época estava fora das margens consideradas saudáveis pela medicina atual. “Num cálculo a olho, comparando-as com minha base de dados gráfica, eu daria a elas um IMC de 30, como se medissem 1,62 e pesassem 78 quilos”. Um índice de 30 é a fronteira entre o sobrepeso e a obesidade. “Por certo, uma delas parece ter um câncer de mama.”

Há, de fato, vários artigos técnicos recentes que indicam que as três graças – ou pelo menos uma delas – padeciam não só de câncer de mama, mas também de escoliose, hiperlordose, hiperextensão das articulações metacarpais e pés chatos. Mais do que um sinal de vigor darwiniano, a beleza parece nesse caso um sintoma de doença.

Um fato curioso é que, ainda que existam grandes diferenças entre uma mulher e outra em matéria de preferências, não há uma inclinação geral por homens “mais altos” nem “mais gordos”. Com os homens, isso só acontece com a estatura de sua mulher ideal: não há uma tendência geral. Mas ela existe com a forma do corpo. A mulher ideal pesa em média cinco quilos menos que a real, ou tem dois pontos e meio a menos no índice de massa corporal.

Entretanto, a variabilidade de preferências de cada mulher parece que é compensada entre o grupo de mulheres. De modo que, se só observarmos as médias da população, suas preferências coincidem com a realidade: os traços que consideram ideias coincidem com os de seus parceiros. Por que as preferências e as características do parceiro ideal são tão parecidas em média? Por que os desvios do ideal deveriam se compensar na população?

Não sabemos”, admite Courtiol. “Um biólogo panglossiano responderia algo assim: “porque as características dos homens evoluíram para que coincidam com as preferências da mulher média”. Mas não creio que essa explicação seja a correta, porque as preferências podem mudar muito rapidamente, e creio que, na verdade, a situação era diferente até muito recentemente (numa escala de tempo evolutivo)”.

O investigador francês explica: “se a preferência das mulheres para a altura não tivesse mudado por um tempo, isso quer dizer que, há 50 anos, as mulheres preferiam homens muito mais altos que a média de então; mas com o notável aumento da estatura média nas últimas décadas – devido principalmente à saúde e à modificação dos hábitos alimentares, e não à mudança genética -, resulta que agora a altura média dos homens coincide com a média das preferências das mulheres. Se isso for assim, essa coincidência é pura sorte.”

Courtiol acredita que a correlação (entre as preferências e características reais do parceiro) seria maior entre as mulheres e seus amantes? “É muito provável, na verdade”, responde o cientista francês. Mas este seria um experimento mais delicado e difícil de organizar, não? “De fato, precisaríamos analisar os dois casais, e teria que pedir às mulheres para trazerem seus amantes ao laboratório”.

Tradução: Eloise De Vylder


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 07h57 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]




Preguiçosos se saem melhor em atividades divertidas
A forma como se descreve uma tarefa influencia no rendimento dos alunos
 
 
 
 
Em uma sala de aula é possível encontrar todos os tipos de alunos. Os preguiçosos, por exemplo, em geral, são tão inteligentes quanto os demais, porém, parecem não se importar em parecer medíocres. Um estudo realizado pelos psicólogos William Hart, da Universidade de Alabama, e Dolores Albarracin, da Universidade de Illinois, sugere que basta classificar uma tarefa como “divertida” para que os menos esforçados superem os que geralmente se destacam. Os resultados indicam que a maneira de um educador descrever uma atividade pode influenciar muito no bom rendimento dos alunos.


Para chegar a essa conclusão os pesquisadores classificaram os estudantes com habilidades semelhantes, distribuindo-os em categorias como dedicados ao sucesso ou interessados em diversão. Depois, fizeram com que olhassem na tela do computador onde foram apresentadas palavras e expressões relacionadas ao bom aproveitamento como “vença” e “seja o máximo”. Nos testes seguintes de aptidão, como caça-palavras, as crianças interessadas no sucesso se saíram melhor que as outras. O estudo confirmou o que já se sabia, porém, um segundo teste confundiu os pesquisadores.


Novamente foram apresentadas palavras motivacionais para os jovens voluntários antes que iniciassem o jogo de caça-palavras. Mas, dessa vez, ao invés de descrever a tarefa como um teste sério como havia sido feito com o anterior, os pesquisadores disseram que se tratava de uma “atividade divertida”. Os resultados após essa simples mudança foram profundos: a maioria dos supostos preguiçosos não apenas se saiu melhor, mas superou os mais aplicados. Os autores do estudo enfatizaram que para alguns alunos, quando uma tarefa é apresentada como “divertida”, é fundamental para a melhora da motivação e, consequentemente, para o seu desempenho. Por isso, educadores e pais, devem ser cuidadosos ao rotular atividades.


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 06h15 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]




Uso profilático de antirretroviral diminui infecção por HIV em até 94,9%

DENISE MENCHEN
DO RIO

Estudo realizado por 11 centros de pesquisa de Brasil, Peru, Equador, Estados Unidos, África do Sul e Tailândia mostrou que o uso profilático do antirretroviral Truvada (que reúne as substâncias emtricitabina e tenofovir) pode reduzir o risco de infecção pelo vírus HIV em até 94,9%. Atualmente, o medicamento é usado apenas para o tratamento de pessoas já infectadas pelo vírus, mas não está disponível no Brasil.

A pesquisa contou com a participação de 2.499 voluntários, todos homens, homossexuais e com alto risco de contrair o vírus (estimado de acordo com o número de parceiros e a frequência com que fizeram sexo sem preservativo nos seis meses anteriores ao estudo). Eles foram divididos em dois grupos, um que recebeu o medicamento, e outro que recebeu placebo.

Todos os voluntários foram orientados a tomar um comprimido por dia. Receberam, também, o que é considerado atualmente o melhor pacote preventivo à infecção por HIV, que inclui testes mensais para a detecção do vírus, aconselhamento pré- e pós-teste, camisinhas, tratamento de doenças sexualmente transmissíveis para si e para os parceiros e exames semestrais para a detecção de uretrite assintomática e úlceras genitais, além de sorologia para herpes e sífilis --a presença de outras doenças facilita a infecção e transmissão pelo HIV.

Eles foram então acompanhados por até três anos. Ao fim desse período, foi constatado que a incidência de infecção por HIV foi 43,8% menor no grupo que recebeu o antirretroviral. O resultado, porém, considerou todos os voluntários recrutados para o estudo, independentemente de eles terem ou não tomado os comprimidos como indicado.

A proteção foi subindo à medida em que os pesquisadores foram selecionando aqueles com maior grau de adesão. Comparando apenas os voluntários que relataram ter tomado os comprimidos em pelo menos metade dos dias, o risco de infecção já foi 50,2% inferior. Entre os que relataram ter tomado o medicamento em no mínimo 90% dos dias, chegou a 72,8%.

O melhor resultado, porém, foi verificado em uma amostra dos voluntários com perfil semelhante que tinham praticado sexo anal passivo desprotegido e foram submetidos a testes para detectar a presença de medicamento no sangue --procedimento que não é realizado em todos devido aos custos envolvidos.

Nesses casos, a incidência da infecção pelo HIV foi 94,9% menor entre os que tinham resquícios do medicamento no sangue do que entre os que não tinham. A presença do medicamento significa que a pessoa tomou pelo menos um comprimido nos 14 dias anteriores à coleta --após esse período, os resquícios não são mais detectados.

A pesquisa também testou a segurança do uso do Truvada em pessoas saudáveis. Nas primeiras quatro semanas, o grupo que recebeu o medicamento teve maior incidência de náuseas do que o grupo que recebeu placebo. Em nenhum caso, porém, as náuseas foram fortes a ponto de levar à interrupção do tratamento.

Cinco (0,4%) dos voluntários que receberam a droga também tiveram elevação dos níveis de creatinina, sinal de danos aos rins. Após a suspensão do uso do medicamento, porém, o quadro voltou ao normal.

Ainda de acordo com a pesquisa, a frequência de outros efeitos colaterais foi a mesma nos dois grupos.

Os pesquisadores ressaltaram, porém, que as pessoas não devem tomar o medicamento por conta própria e nem abrir mão do uso de presevativos, considerada a medida mais eficaz disponível hoje para a prevenção da Aids.

No Brasil, a pesquisa foi conduzida pela Fiocruz, pela USP e pela UFRJ.


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 05h44 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]







[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Lançamento


Para adquirir este livro, acesse os seguintes endereços:

- Livraria Saraiva

- Livraria Cultura

- Submarino

Sobre Mim




Meu Perfil
BRASIL , São Paulo , Mulher , de 46 a 55 anos , Portuguese , Livros , Tabacaria


UOL


Estou Assim




Links

portal da ajuda
Tere Penhabe
Letras Dispersas
Abrali
A Garganta da Serpente
Pitacos da Naninha
Prato do dia poesia
Alma perfumada
Usina de letras
MUDE

Ficou na Saudade



+ veja mais

Meu Award






Link-me






Contato




Visitantes




Não Perca a Hora




Calendário




On line desde




Créditos





Layout by





Outras Coisinhas


Dê uma nota para meu blog
Indique este blog
O que é isto?
Leia este blog no seu celular


Template by Rosângela Coelho - ©2010 - Exclusivo para Minhas Coisas e Outras Poesias - Só Templates