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Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 06h14 PM
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Mais de 70% do desmatamento amazônico vira lixo

BRUNO MOLINERO
COLABORAÇÃO PARA FOLHA

Nada de móveis, portas ou cabos de vassoura. De cada dez árvores derrubadas na região amazônica, sete vão para a lata do lixo. De acordo com estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a maior parte da madeira é simplesmente descartada como resíduo.

O principal problema é o processamento dessa madeira. Feito praticamente de forma artesanal e com baixa tecnologia, apenas 30% das toras é aproveitado. Essa fatia representa a parte mais nobre da árvore.

O resto, na forma de serragem e de sobras, é descartado. Segundo Niro Higuchi, coordenador da pesquisa do INPA, é fundamental melhorar o rendimento da floresta. Não basta apenas estancar o desmatamento, por exemplo.

O pesquisador ainda aponta outro motivo para o baixo aproveitamento da madeira: ela é muito barata no mercado local. "É possível comprar um hectare de floresta por R$40", disse à Folha.

De acordo com a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (AIMEX), não é bem assim. O preço médio de uma árvore varia entre R$90 e R$360, dependendo da espécie.

"A madeira aqui na Amazônia é realmente barata. Mas não é só isso. Ela é explorada de maneira desorganizada", alerta Rosana Costa, engenheira agrônoma do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

A desorganização dessa exploração não é um problema exclusivo das grandes cidades, que transforma árvore em lixo urbano. Ela afeta também comunidades ribeirinhas - afinal, alguns núcleos incrustados na floresta sobrevivem do processamento de madeira.

Nessas comunidades, todo resíduo é despejado nos rios. "Na água, a serragem pode fermentar e soltar os produtos químicos que foram passados no tronco. Isso causa a morte do rio, como aconteceu no rio Trairão", alerta Rosana.

O objetivo do INPA é reverter, em cinco anos, essa porcentagem, passando a aproveitar 70% da madeira derrubada. O aumento da produtividade acontece em duas etapas.

Na primeira, aperfeiçoa-se a técnica e a tecnologia da indústria madeireira, como o modo de cortar e as lâminas utilizadas.

Em seguida, é a vez dos resíduos. A serragem gera energia em termelétricas. E as sobras, finalmente, podem virar móveis, portas ou cabos de vassoura.

Para Niro, os resultados em laboratório foram animadores. Com isso, já foi firmado convênio com uma madeireira de Itacoatiara (região metropolitana de Manaus) e a aplicação do projeto deve começar até o fim do mês.

 


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 05h58 PM
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Estudo diz por que orientais são "iguais"

Ocidentais têm essa impressão porque o cérebro humano "dá bug" ao tentar reconhecer faces de outra etnia

Para orientais, difícil é diferenciar os europeus; as bases biológicas dessa dificuldade ainda eram desconhecidas

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

Não, os japoneses não são todos iguais. O que acontece, mostraram agora os cientistas, é que o "software" de reconhecimento facial do cérebro tem as suas limitações, e uma delas é patinar sempre que se depara com um rosto de uma etnia diferente.
Os pesquisadores selecionaram mais de 20 voluntários, metade de Europa e metade da Ásia. Mostraram a eles faces genéricas de orientais e ocidentais. Enquanto isso, observavam a sua atividade cerebral.
Perceberam que os voluntários decoravam com facilidade rostos de gente da mesma etnia que eles. Mas quando um europeu começava a observar faces orientais, logo se perdia e já não sabia dizer se um novo rosto era inédito ou não -e vice-versa.
Ao observar o que estava acontecendo no cérebro do coitado do europeu, perdido tentando lembrar se aquele chinês não era o mesmo que já tinha aparecido lá no começo, os cientistas notaram um significativo aumento na sua atividade neural.
É como se o cérebro do voluntário estivesse exigindo mais do "processador", sendo forçado a trabalhar mais para tentar encontrar alguma forma de conseguir reconhecer aquele sujeito na tela. Fosse um computador, o cérebro estaria esquentando. Com frequência, o esfoço extra acaba sendo em vão.
Esse fenômeno é perceptível especialmente em algumas áreas do cérebro ligadas ao reconhecimento facial, como o córtex extra-estriado.
Assim, um japonês que nunca saiu do seu país, ao desembarcar, digamos, na Alemanha, vai achar todos aqueles loiros muito parecidos e se questionar como é que eles conseguem saber quem é quem no dia-a-dia.
A explicação evolutiva mais simples para esse bug cerebral passa pelo fato de que passear pelo mundo fazendo amigos é coisa recente. Por dezenas de milhares de anos, encontros com etnias diferentes eram muito raros. Só era necessário identificar gente parecida, e o cérebro se moldou para isso.

CHINATOWN
Roberto Caldara, neurocientista italiano-da Universidade de Glasgow (Escócia) e autor do trabalho publicado na revista científica "PNAS", diz que é interessante notar como esse cérebro limitado se adapta às grandes cidades cosmopolitas do presente, com gente de todo tipo nas ruas.
"Se você for europeu, mas morar, digamos, em um bairro com muitos chineses, você vai ver muitos rostos orientais todos os dias. Mas, exceto se você tiver treinado seu cérebro para reconhecê-los no nível individual, tendo vários amigos chineses e sabendo diferenciá-los, você vai continuar achando todos muito parecidos."
Isso vale, então, diz, para São Paulo: para parar de confundir orientais (e irritá-los chamando, por exemplo, coreano de japonês), é necessário se entrosar socialmente- só passear no bairro da Liberdade não adianta.

 

 


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 06h27 PM
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PRECONCEITO FATAL

DISCRIMINAÇÃO LEVA JOVENS HOMOSSEXUAIS AO SUICÍDIO

DIOGO BERCITO
DE SÃO PAULO

"Eu sempre fui o melhor em tudo", diz Geraldo*, 19. Aluno dedicado e filho comportado, o garoto entrou em crise quando descobriu que é gay. "Vi que não seria o melhor em alguma coisa", diz.
De tanto ouvir que sua vida estava errada, ele acreditou. Há um ano, injetou ar no braço, à espera da morte. Foi socorrido no hospital.
A história de Geraldo é semelhante à de quatro adolescentes norte-americanos que se mataram em setembro passado, alertando o país inteiro para um tipo de preconceito que pode ser fatal.
As mortes levaram o presidente Barack Obama a gravar um vídeo para o site It Gets Better (isso melhora, em português). A campanha (bit.ly/itgets) reúne depoimentos cuja mensagem é simples: ser gay não é errado.
Ainda assim, os homossexuais são uma minoria que sofre discriminação. Às vezes, a níveis insuportáveis.
Foi assim com o estudante de biologia Henrique Andrade, 21, que no dia 22 foi chamado de "bicha" durante uma comemoração de alunos da USP. "Falaram que eu estava manchando a festa." Ele levou chutes e socos.
"A homofobia está na sociedade e faz com que o gay ache que ele vale menos do que os outros", explica Lula Ramires, coordenador do Grupo Corsa (corsa.wikidot.com), que defende a diversidade sexual. A discriminação surge como ingrediente-chave nas pesquisas que apontam para a relação entre homossexualidade, juventude e suicídio.
O bullying pode causar o que os psicólogos chamam de "egodistonia" -alguém não gostar de como é.
"É um sofrimento muito grande se sentir fora da norma", diz Alexandre Saadeh, psiquiatra do Hospital das Clínicas. "A discriminação, para alguém que é humilhado em casa, por exemplo, pode se tornar insuportável."

PAIS & AMIGOS
A aceitação ou não dos pais é um fator de peso, segundo Miguel Perosa, professor de psicologia da PUC-SP.
"O jovem pode sentir que não pertence a esse mundo que o discrimina", afirma.
"Suicídio passa pela minha cabeça todos os dias, está cada vez mais difícil", desabafa o técnico em farmácia Caio*, 22. Demitido na semana passada, ele diz que foi dispensado porque é gay. Nos corredores, ouvia colegas o chamarem de "veado".
"Me faz querer dar um fim a isso", diz. "Eu respiro fundo, mas o pensamento é forte." Há três anos, ele tomou veneno. Mas sobreviveu.
Psicólogos recomendam que jovens com ideias suicidas busquem ajuda profissional imediatamente. Amigos devem ficar por perto.
Outra sugestão é procurar entidades como o GPH (Grupo de Pais de Homossexuais, www.gph.org.br), que faz reuniões quinzenais para ouvir jovens gays.
Apesar de nunca ter tentado se matar, Paulo Souza, 20, participou desses encontros.
Há quatro anos, ele perdeu o namorado e amigo de infância que, aos 19 anos, pulou do sétimo andar.
"Ele achava que não tinha futuro sendo gay", conta.
Sucesso e felicidade, no entanto, independem de orientação sexual.
Entre gays assumidos estão Ian McKellen, um dos mais premiados atores britânicos (o Gandalf de "O Senhor dos Anéis") e Klaus Wowereit, prefeito de Berlim.
O ator brasileiro e gay assumido Evandro Santo, 35, diz que nunca pensou em suicídio. Famoso pelo papel de Christian Pior no "Pânico na TV", ele foi expulso de casa quando era adolescente.
"Sobrevivi por um sentimento de vingança. Queria ficar vivo para as pessoas verem que eu seria famoso."

VAI MELHORAR
A organização do It Gets Better calcula que os vídeos da campanha já tenham sido vistos 15 milhões de vezes.
"Estamos decolando!", comemora o coordenador Scott Zumwalt, que trabalhou na campanha de Obama -e conseguiu a assinatura da republicana Laura Bush para a petição contra o bullying.
Segundo o Folhateen apurou, está sendo negociado um domínio brasileiro na internet para uma possível versão em português do site.

 

 

 


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 05h37 PM
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Coma cinco variedades de frutas todos os dias

Elas são capazes de reduzir os riscos de câncer

Por Minha Vida

 

Um estudo publicado no Journal of Clinical Nutrition mostra que consumir cinco variedades de frutas todos os dias diminui as taxas de colesterol, os riscos de problemas vasculares, prolonga a vida e ainda melhora o pique para fazer as tarefas do dia a dia. Quer mais motivos para ir à feira?

A nutricionista Daniela Jobst afirma que as
frutas em geral, por conter fibras e fitoquímicos, são capazes de reduzir os riscos de diversos tipos de câncer, além de constituírem importantes aliadas na luta contra o envelhecimento, já que têm ação antioxidante, agentes que combatem os radicais livres.

 

Por que os radicais livres são tão temidos?
A nutricionista Márcia Curzio explica que as células precisam de oxigênio para converter os nutrientes absorvidos dos alimentos em energia.

"A queima desse oxigênio libera radicais livres. Esse processo danifica as células sadias, podendo atingir e prejudicar o DNA e até desencadear doenças", afirma a especialista.

Os alimentos com propriedade
antioxidante anulam a ação dos radicais livres. Uma alimentação rica em frutas, legumes, vegetais, hortaliças e cereais garantem esta proteção extra ao organismo.

Dentre tantas excelentes opções, Antônio Carlos do Nascimento, endocrinologista da clinica Montenegro, ressalta a importância do consumo de frutas ricas em vitamina C.

"As frutas cítricas protegem o corpo contra
gripes e outras infecções. A concentração desta vitamina é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico".

No entanto, o hábito de comer frutas ainda é pequeno no Brasil. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, apenas 18,9 % da população consome cinco porções diárias - o equivalente aos 400 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

 

 


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 05h17 PM
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Noite em claro reduz defesas do corpo

Pesquisa inédita realizada pela Unifesp mediu o impacto da falta e da redução de sono sobre o sistema imunológico

Ficar sem dormir provoca aumento do número de glóbulos brancos, sinalizando uma inflamação geral

GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO

Uma noite maldormida é suficiente para alterar todo o sistema de defesa do organismo. Isso é o que mostra uma pesquisa inédita, realizada na Universidade Federal de São Paulo.
A relação entre sono e sistema imunológico é conhecida, mas ainda não se sabem bem os mecanismos envolvidos. O novo estudo elucidou como as diferentes formas de privação do sono atrapalham o sistema de defesa.
Os autores acompanharam 32 adultos saudáveis que foram divididos em três grupos. O primeiro passou por uma privação total de sono: 48 horas sem pregar os olhos.
Durante esse tempo, foram monitorados e realizaram atividades como ler ou acessar a internet.
O outro grupo foi deitar normalmente, mas teve seu sono avaliado por exames de polissonografia. Quando o indivíduo atingia o sono REM, era acordado. Isso aconteceu por quatro noites.
Todos foram comparados a um grupo controle, que dormiu regularmente.
Depois de analisar as amostras de sangue dos pesquisados, os autores constaram que as duas situações de privação tiveram impactos diferentes nas defesas.
Passar noites em claro leva a um aumento do número de glóbulos brancos. Essas células defendem o organismo ao primeiro sinal de invasão.
O aumento desses níveis sinaliza uma inflamação sistêmica. Além disso, varar a noite sem dormir eleva os níveis dos linfócitos CD4, o que mostra um estado geral alterado do sistema imune.
E isso não foi revertido nem mesmo após três noites de recuperação.
Essas situações se aplicam mais a pessoas que trabalham em turnos, fazendo plantões noturnos, como profissionais da saúde.
Já os que foram privados apenas do sono REM logo na primeira noite apresentaram uma queda nos níveis de IgA (imunoglobulina A), uma substância relacionada à proteção das mucosas.
Essa alteração também não foi corrigida depois de três noites bem dormidas.
O dado é relevante, porque a situação é comum: a população vem reduzindo suas horas de sono, em especial no final da noite, quando o sono REM prevalece.

INFECÇÕES
Não se sabe o que acontece a longo prazo. "Mas serve de alerta, porque se encontramos essa redução em uma noite, imagine anos dormindo mal", enfatiza a bióloga Francieli Ruiz da Silva, uma das autoras. "Isso pode aumentar a suscetibilidade a infecções respiratórias."
"A alteração do sistema imunológico a longo prazo pode levar ao surgimento de doenças autoimunes, como da tireoide e diabetes", diz a infectologista Lígia Raquel Brito, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

 


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 05h24 PM
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SEXO ENTRE OS ANIMAIS, OU AMOR?

 

 

Dois cães vira-latas se encontram

Será casualidade?

Será pelos feromônios?

Ou será amor de verdade?

Assistindo essa interação

Dos animais em sua cópula,

Me vem a pergunta então

De onde vem essa atração?

Mesmo os chamados irracionais

Têm suas preferências carnais

Escolhem a fêmea ou o macho

Que lhes dá maior tesão

E vem daí a união.

Isso também acontece com o homem

Que procura seu par

Nas noites, de bar em bar

Escolhendo a preferida

A mais perfeita margarida

Para pôr em seu vaso

E espalhar que foi um “arraso”.

Mas há aqueles que se encantam

Por pessoas que os acalantam

Ou por algum carisma que encontram

O que torna alguém especial

E se ama como tal.

Será que ainda não foi descoberto

O que os animais sentem em aberto

Poderão eles sentir amor?

Como os humanos sentem sem nenhum pudor?

Se os humanos também são animais

Porquê, então, comportamentos normais

Entre os homens altivos

Não podem ser passivos

De se sentir no reino animal

Já que se unem de forma normal

Com família e abrigo em um local?

Está aí uma pergunta

Para os cientistas responderem

Por enquanto eu observo

Os animais (homens e bichos) se quererem.

 

Alma Collins


Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 06h32 PM
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Escrito por Deborah Valente Borba Douglas às 06h22 PM
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