0 Minhas Coisas e Outras Poesias - UOL Blog

 

LUA CHEIA

 

 

Ainda é cedo

Manhã de verão

Com ar de outono

Saio de casa

Alguém me segue?

De trás não vem

De onde virá o olhar que me persegue?

Nem de um lado

Nem de outro

Só resta em cima

E vejo que

Perseverante como uma heroína

Lá está a lua cheia

Mostrando que o dia não é sua ruína

Está somente vendo

A agitação da manhã

E esperando o sol preguiçoso

Que demora em acordar

E este é o meu mais belo despertar

A claridade do sol dorminhoco

Com a presença da branca lua

Cheia, redonda

A me olhar no meio da rua.

Alma Collins


Escrito por Alma Collins às 08h50 PM
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Verme mutante pode ser chave para cura da obesidade, sugere estudo

Da BBC Brasil

Uma mutação previamente desconhecida em um nematóide comum e que faz com que ele consuma rapidamente sua própria gordura pode abrir caminho para novos tratamentos para a obesidade em seres humanos, dizem pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá.

Os cientistas estudaram o comportamento de vermes da espécie Caenorhabiditis elegans para verificar como eles reagem a períodos de escassez de alimentos.

 

Normalmente um verme normal reage a períodos prolongados de fome entrando em um estado de quase animação suspensa que torna seu metabolismo mais lento e permite que ele sobreviva por longos períodos sem comida.

"Eles paralisam tudo o que consome energia, que inclui a busca por alimentos, divisão celular e reprodução, disse Richard Roy, pesquisador do Departamento de Biologia da Universidade McGill.

Ao contrário de outros organismos que hibernam, a Caenorhabitis elegans mantém um grau de mobilidade durante o período de desaceleração metabólica armazenando energia na forma de gorduras (ou lipídios) que são depositadas em células especiais.

"Isso permite que elas vivam até seis meses sem comer, ao invés das duas semanas que normalmente teriam", explicou Roy. Já os nematóides com a mutação não conseguem ajustar seu metabolismo como os animais normais da espécie e, embora armazenem lipídios para se manter por seis meses, logo que entram nesse estado de animação suspensa, eles consomem toda a gordura em poucos dias. E acabam morrendo em poucos dias.

Os cientistas explicam que os nematóides mutantes não possuem uma enzima que supostamente regule a lipase, substância responsável pela quebra das moléculas da gordura ingerida. Sem essa regulação, a lipase queima toda a gordura no organismo do verme rapidamente.

"Eles não conseguem ajustar seu metabolismo corretamente (...) sem esta regulação, a lipase queima toda a gordura que encontra e destrói as reservas de energia do verme", disse Roy.

O próximo passo, dizem os pesquisadores, é começar a observar como esta enzima funciona no organismo humano, e verificar se podem desenvolver drogas que impeçam temporariamente a enzima de regular a lipase, permitindo que a lipase queime rapidamente a gordura acumulada.

Roy e seu colega de equipe, Patrick Narbonne, acreditam, contudo, que antes disso será necessário um volume considerável de pesquisa adicional.


Escrito por Alma Collins às 10h11 PM
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Falar sobre perda faz bem?

Der Spiegel
Vinita Mehta
Por anos, terapeutas do luto presumiram que as pessoas precisavam falar sobre a perda emocional e lidar com seu trauma. Mas pesquisa sugere que, para muitos, esse pesar proativo pode ser prejudicial

Não demorou muitos para os psicólogos chegarem ao local. Poucas horas após Tim K. disparar sua última bala na quarta-feira no colégio Albertville, na cidade de Winnenden, no sudoeste da Alemanha, dezenas de especialistas em luto e trauma chegaram para ajudar, alguns de centenas de quilômetros de distância. Na quinta-feira, havia 50 deles na pequena cidade próxima de Stuttgart.

Quinze pessoas morreram no massacre, sem contar o próprio K. Doze delas morreram nas salas de aula e corredores da escola, muitas baleadas à queima-roupa na cabeça. Para aqueles que testemunharam os eventos brutais, o choque é profundo; aqueles que perderam amigos e parentes, o pesar é profundo. Os especialistas presentes no momento em Winnenden estão lá para dar conforto aos alunos, assim como para encorajá-los a enfrentar o que viram e experimentaram. Mil chamadas já foram feitas para a linha especial de crise que as autoridades estabeleceram após o massacre, com muitos telefonando para perguntar qual seria a melhor forma de lidarem com seus sentimentos e emoções.

Mais mal do que bem?
A resposta, entretanto, pode não ser a que poderíamos esperar. Uma nova pesquisa sugere que não demonstrar sintomas de trauma pode na verdade ser um sinal de saúde, não um sinal de problemas. Além disso, alguns pesquisadores acreditam que os clínicos bem-intencionados podem estar causando mais mal do que bem.

Perder um ente querido é sem dúvida uma das experiências mais dolorosas da vida. Psicoterapeutas há muito são treinados para recomendar "trabalhar o luto" e "lidar" com o trauma ao modo de Sigmund Freud, e enfrentar a perda de frente há muito é considerado o caminho apropriado de tratamento para aqueles que experimentam angústia, parcialmente visando evitar os sintomas de trauma e depressão. Os clínicos geralmente interpretam sintomas como depressão, afastamento social e choro como necessários ao desenvolvimento normal do processo de perda. Isto envolve falar sobre a perda, entender seu significado e chegar a um senso de conclusão.

Mas apesar da maioria dos profissionais de saúde mental endossarem o procedimento, na verdade há uma surpreendente falta de evidência científica para apoiar sua utilidade. Estudos mostram que ela não é necessariamente tão eficaz quanto as formas convencionais de psicoterapia. Na verdade, não está nem mesmo claro que o processo do terapia do luto é benéfico para a maioria das pessoas que sofreram uma perda.

Ligação emocional
As pesquisas têm mostrado de forma consistente que cerca de 50% daqueles que experimentam um trauma permanecem resistentes. Em comparação, a desordem de estresse pós-traumático é observada em apenas 5% a 10% das pessoas expostas a essas circunstâncias. E apesar da preocupação com sintomas de pesar crônico -caracterizados por alto grau de depressão que pode persistir por anos- ser ampla, apenas 10% das pessoas que sofrem perda exibem sintomas de pesar crônico, apesar do número aumentar quando a perda é extrema ou envolve violência.

Por décadas, a convenção era de que a pessoa enlutada sente raiva intensa, culpa e ambivalência em relação à pessoa morta. Inicialmente, essas emoções são predominantes em pessoas que experimentam "perda complicada", na qual aqueles que sofreram a perda tiveram um relacionamento problemático com a pessoa que faleceu. Estes conflitos podem permanecer com os vivos, e sem uma oportunidade de resolvê-los, levar a uma depressão plena. Mas está longe de ser a norma.

De forma semelhante, "romper os laços" com a pessoa falecida, ou um "deixar partir" emocional, também era considerado um passo obrigatório para superação do pesar. Mas pesquisas agora indicam que as pessoas que sofreram perda lidam melhor com ela ao manter um laço emocional com os entes queridos por muito tempo após sua partida. Diante desses resultados, há uma crescente preocupação entre os profissionais de saúde mental de que os métodos e metas da terapia do luto podem, na verdade, desestabilizar em vez de escorar os recursos psicológicos.

"A maioria das pessoas que sofreram perda não precisa e nem se beneficiará com uma intervenção clínica", escreveram os psicólogos George Bonanno e Scott Lilienfeld em um artigo de 2008 para a revista "Professional Psychology: Research and Practice". Os cientistas chegaram até mesmo a dizer que a noção de que a terapia do luto pode ser tão eficaz quanto as formas convencionais de terapia é "perigosa" e representa um "otimismo injustificado".

Quatro tarefas para o luto
Os terapeutas do luto regularmente empregam o texto clássico do psicólogo de Harvard, J. William Worden, "Terapia do Luto", originalmente publicado em 1982. Atualmente em sua terceira edição, Worden estabeleceu quatro tarefas de luto: aceitar a realidade da perda, experimentar a dor do pesar, o ajuste ao ambiente no qual a pessoa falecida faz falta, retirar a energia emocional e reinvesti-la em outro relacionamento. Ele recomendou que a terapia do luto deve ser concluída dentro de um tempo limitado, especificamente 8 a 10 sessões.

Os terapeutas do luto que fazem uso livre das teorias de Worden, entretanto, agora insistem que o tratamento simplesmente leva o tempo que for necessário. Isso frequentemente significa um tratamento de vários meses ou vários anos. Isto é razoável? Até mesmo o dr. Worden lamentou publicamente que seu livro, que visava apenas servir como um recurso para os provedores de saúde mental, tenha ajudado inadvertidamente a criar uma indústria de terapia do luto, desde praticantes privados especializados a programas federais de grande escala.

"Eu não sei o que gerei", lamentou Worden para a revista "Time".

O risco de encorajar as pessoas a discutirem sua dor repetidas vezes se torna particularmente aparente quando se trata de terapia de crise. Sempre que há um evento traumático, como os ataques terroristas do 11 de Setembro em Nova York e Washington, D.C., terapeutas do luto e crise aparecem aos montes. Tendas são armadas como clínicas improvisadas. Panfletos descrevendo uma perda "normal" estão por toda parte.

Apenas terapia
Foi provado, é claro, que os sintomas de pesar são aumentados quando as pessoas perdem seus entes queridos sob circunstâncias particularmente violentas e horríveis. Estudos agora mostram, entretanto, que interrogar indivíduos perturbados a respeito de seus sentimentos de perda até chegarem a uma reação catártica pode ser prejudicial e até mesmo retardar a recuperação. Bessel Van der Kolk, um psiquiatra da Universidade de Boston e diretor médico do Centro de Trauma em Allston, Massachusetts, argumenta que um estágio crucial na perda é permitir que o corpo se acalme. Ele acredita que encher os indivíduos recém-traumatizados de perguntas induz a um estresse físico, consequentemente interferindo neste passo importante do processo natural de luto.

Há um momento em que a terapia do luto pode ser útil? "Eu não sei se pode ser de ajuda até estes terapeutas esclarecerem o que estão tentando fazer", disse Bonanno, que é professor da Universidade de Columbia, em Nova York.

Apesar de seus fortes receios a respeito desta forma de terapia, Bonanno é a favor de tratamento caso a pessoa enlutada expressar o desejo por conta própria. Ele acredita que o desafio mais difícil para aqueles que enfrentam uma perda é preservar sua identidade. Assim, os clínicos devem encorajar seus clientes a construírem um novo senso de significado em suas vidas. Também parece que a terapia é mais útil para aqueles que sofriam problemas psicológicos antes da perda, que podem ser exacerbados pelo pesar.

Mas o tratamento de condições pré-existentes não é terapia do luto. É apenas terapia.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Escrito por Alma Collins às 07h59 AM
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Escrito por Alma Collins às 07h19 PM
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