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UM PLANETA MICROSCÓPICO

Recebi um e-mail mostrando o tamanho da Terra em relação a outros planetas não só do sistema solar como também planetas distantes. Creiam, a Terra é menor que uma formiga. Com isso fiquei pensando, nos achamos tão grandiosos, tão inteligentes, tão sabedores das leis espirituais. Será que sabemos mesmo? Chego a crer que seria impossível que seres extra terrestres pudessem achar este pontinho na imensidão do espaço. De qualquer maneira, alguém achou e transformou areia estelar árida e sem vida, em um planeta cheio de contradições e de busca por alguém que pudesse nos tirar do sofrimento. Mas quem poderá faze-lo? Muito provavelmente estamos a mercê dos nossos próprios atos. Talvez nem Deus possa retirar nossas penas por não possuir meios de restaurar a integridade do ser humano.

Ainda acredito que estamos muito longe de um centro inteligente, onde realmente existe justiça, onde realmente pagamos por nossos atos. E acredito que nosso Deus seja um refugiado deste mundo distante, pois de outra forma, a vida seria bem mais justa e melhor de se viver.

Temos muito que aprender, mas quem poderá nos ensinar? Temos muito o que fazer para melhorar este minúsculo planeta, mas onde encontrar os melhores meios para faze-lo?

Cabe a nós mesmos tentar sermos o mais perfeito possível, pois acariciando a imperfeição como viemos até agora, causaremos ainda mais imperfeição no mundo. Este pequeno planeta já não suporta mais tanta maldade, tanta perversão, tanta iniqüidade. Somos menores que uma formiga, mas poderosíssimos em transformar o bom em ruim, pois seguimos a vida com paixão e não com amor.

Ponderar os acontecimentos que aparecem na nossa existência seria uma boa forma de aprender e poder ensinar para que os frutos que aparecerem mais tarde, sejam frondosos e suculentos. Mas o que tem aparecido nestes tempos, é puro mato. As frutas tentam aparecer, mas o mato é tanto que esconde o que poderia ser de mais extraordinário. Penso nas mães pobres e nesses meninos de rua. Por que não fazer o contrário da própria vida? Por que seguimos exemplos ruins, se podemos optar por atitudes mais dignas?

Este pequeno planeta, do tamanho de uma formiga, pode regredir a nada se o ser humano não optar de uma vez por todas, em mudar de atitude.

A rosa consegue ser forte até mesmo na ventania, mas ela jamais suporta o ácido corrosivo do inseticida. Por isso devemos de uma vez por todas deixar de ser insetos e nos tornarmos gente de verdade, antes que o universo queira fazer uma detetização. Aí a nossa rosa chamada Terra, sucumbiria, triste e sem vida no mar da vida universal.


Alma Collins


Postado por Alma Collins às 09h25 PM
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Floresta poderá sobreviver ao aquecimento global, diz estudo

DA REPORTAGEM LOCAL

FOLHA DE SÃO PAULO

A floresta amazônica pode ser menos vulnerável ao aquecimento global do que se temia, porque muitas das projeções subestimam o volume de chuvas, de acordo com um estudo de cientistas do Reino Unido.
O grupo de pesquisadores afirma que Brasil e outros países na região precisam agir para evitar um ressecamento irreversível no leste da Amazônia -área mais ameaçada pela mudança do clima, pelo desmatamento e pelas queimadas.
"O regime de chuvas no leste amazônico deve mudar no século 21 num rumo que favoreça florestas sazonais em relação ao cerrado", escreveu o grupo em artigo na revista "PNAS".
As florestas sazonais têm estações secas e úmidas, enquanto a floresta tropical é permanentemente úmida. Essa mudança poderia favorecer espécies de árvores e animais diferentes das típicas regionais.
O novo estudo contrasta com projeções de que a floresta amazônica pode ser totalmente substituída por uma espécie de cerrado. O meteorologista Peter Cox previu num estudo, por exemplo, que o colapso da Amazônia poderia ocorrer em 2050. A pesquisa divulgada agora afirma que todos os 19 modelos climáticos globais subestimam as chuvas na maior floresta tropical do mundo. A conclusão se deu após uma comparação dos modelos com as observações do clima ao longo do século 20.
As planícies amazônicas têm uma precipitação média anual de 2.400 milímetros, segundo o estudo. E, mesmo com redução nas chuvas, a região ainda teria umidade suficiente para sustentar uma floresta.
Contudo, segundo José Marengo, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o novo estudo tem "bases fracas".
"Eles assumiram uma evaporação constante de 100 milímetros por mês. Por isso, não chegaram a um extremo. Mas, com as temperaturas mais quentes e o ar mais seco, a evaporação tende a aumentar", afirma.
Segundo Marengo, a savanização ganha força quando há desequilíbrio entre evaporação e precipitação.

Queimadas
Os pesquisadores examinaram também estudos de campo sobre como a Amazônia poderia reagir ao ressecamento. O estudo diz que as florestas sazonais seriam mais resistentes a eventuais secas, porém mais vulneráveis a queimadas do que as matas atuais.
"A maneira fundamental de minimizar o risco de colapso da Amazônia é controlar a emissão de gases de efeito estufa no mundo, principalmente pela queima de combustíveis fósseis nos países desenvolvidos e na Ásia", afirmou Yadvinder Malhi, da Universidade de Oxford, que coordenou o estudo.

 

 


Postado por Alma Collins às 09h06 AM
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Contra a poluição, menos carne

La Vanguardia
Rafael Poch
Se você quiser lutar contra o aquecimento global, coma menos carne. É a mensagem que o diretor do Departamento Federal para o Meio Ambiente da Alemanha, Andreas Troge, lançou à população na Semana Verde, uma feira agroalimentar encerrada na semana passada em Berlim.

A agricultura é responsável por cerca de 15% das emissões alemãs que contribuem para o efeito estufa, e a agricultura concentrada na produção de carne é a que consome mais insumos de energia. Segundo a FAO, a produção de carne é responsável por aproximadamente um quinto das emissões globais de gases do efeito estufa. Um estudo da organização World Wildlife Fund (WWF) estima que 1 quilo de carne de gado exige 16 mil litros de água, contando a ração e a água consumidos até seu terceiro ano de vida.

Troge propôs aos alemães um retorno aos níveis do pré-guerra quanto ao consumo de carne. Na época, segundo ele, as famílias consumiam carne somente nas ocasiões especiais. Se isso é pedir demais, pelo menos os alemães deveriam se orientar pelos níveis de consumo mediterrâneos, acrescentou. "Deveríamos repensar nosso grande consumo de carne, recomendo que as pessoas voltem à prática dos assados dominicais e se orientem pelos hábitos alimentares dos países mediterrâneos", disse Troge. Na Alemanha, quase 40% das calorias procedem da carne ou de produtos da mesma, enquanto na Itália esse índice é de 25%.

A União Vegetariana da Alemanha (VeBu) aplaudiu a declaração,. "Finalmente os políticos percebem que o atual consumo de carne não é sustentável", disse um de seus porta-vozes. Mas Troge, cujo departamento é apenas um dos três em que se divide o Ministério do Meio Ambiente, Proteção à Natureza e Segurança de Reatores, expressou apenas um desejo pessoal, o que bastou para irritar os representantes do setor da carne presentes na feira em Berlim.

Os alemães consomem cada vez mais carne - embora nos últimos anos se verifique um ligeiro declínio - e sua paixão pela suína faz parte da identidade gastronômica nacional, junto com as batatas ou a cerveja. Esse hábito, somado à explosão do setor de padarias industriais, os doces e a comida industrial preparada com excesso de gordura, os transformou em líderes europeus em obesidade.

Quase um em cada dois alemães - 40 milhões da população de 82 milhões -, com predomínio dos homens (quase 60%) sobre as mulheres (35%), sofre excesso de peso ou pode se considerar gordo, segundo dados da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade divulgados no ano passado. Um em cada cinco crianças e um em cada três jovens alemães são considerados gordos. Um relatório parlamentar revelou no ano passado que até 40% dos soldados do exército apresentam excesso de peso.

As doenças relacionadas ao sobrepeso, como diabetes, cardiovasculares, infartos e diversos tipos de câncer, custam à saúde pública alemã 70 bilhões de euros por ano, e por isso as autoridades sanitárias tentam fomentar até 2020 uma alimentação melhor e uma vida com mais movimento, por meio de diversos planos.

O consumo médio atual de carne no mundo é de 100 gramas por pessoa/dia. Mas há grandes disparidades geográficas e sociais, pois nos países desenvolvidos se atingem 224 gramas por pessoa/dia. Um estudo internacional dirigido pela Universidade Nacional da Austrália em Canberra propôs há um ano e meio reduzir o consumo de carne para 90 gramas por dia, sem diminuir os 50 gramas de carne vermelha (bovina, bovina, caprina...).

Quanto à saúde do planeta, o esterco, a fermentação gástrica e intestinal dos ruminantes ou o desmatamento para criar pastos são os principais focos dos gases que aquecem a atmosfera procedentes do setor pecuarista, sem esquecer os óxidos nítricos produzidos pelos fertilizantes nitrogenados usados para obter ração ou os combustíveis nas fazendas.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Postado por Alma Collins às 05h40 PM
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Postado por Alma Collins às 09h17 PM
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